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As Pérolas
(por Ischaïa, Coadjutora da Igreja Expectante, 31 anos de Sacerdócio)


Convencionou-se chamar de bodas de pérolas trinta anos de comemoração de alguma data.
Por que bodas de pérolas?
Talvez porque após trinta anos muitas coisas se consolidaram e fortaleceram.

Diz a lenda que as pérolas nasceram do sofrimento de nossa mãe Eva quando chorou a perda do seu filho Abel. Suas lágrimas foram recolhidas por uma concha que as transformou em pérolas e as escondeu no fundo do oceano.

As pérolas possuem uma história de fascinação e riqueza. Antigamente, muito mais do que hoje, as pérolas eram consideradas tesouros com valor inestimável. O livro sagrado da Índia, cheio de épicos, faz muitas referências às pérolas. Os romanos e os egípcios valorizavam as pérolas mais do que qualquer outra gema. Para convencer Roma de que o Egito possuía prosperidade acima de qualquer conquista, Cleópatra apostou com Marco Antônio que ela poderia dar o jantar mais caro da história. Assim, Cleópatra apareceu com um prato vazio e um jarro de vinho. Ela esmagou uma grande pérola de um par de brincos, dissolveu no líquido e tomou. Marco Antônio admitiu que ela realmente ganhara a aposta.

Na Bíblia, Jesus compara a sabedoria e os bens espirituais às pérolas e adverte que elas não sejam desperdiçadas.

E o que é a pérola?
Pérola é uma ferida cicatrizada.
Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.
Pérolas são produtos da dor; são feridas curadas.

Quando um grão de areia a penetra, as células do Nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Nesses trinta anos de sacerdócio muitos mergulhos no profundo oceano da vida nos levaram a colher pérolas, muitas pérolas...
Pérolas de conhecimento, de gratidão, de amor, de entrega, de amizade. As verdadeiras pérolas que o tempo ajudou a formar. Porém, nesse colar de preciosas vivências também recebemos e transformamos em pérolas muitas lágrimas. Quantas vezes fomos feridos, magoados e caluniados... Porém, para cada grão de areia que adentrava, o nosso coração procurava envolvê-lo com o nácar do amor, da compreensão e transformá-lo em pérolas.

É um processo sofrido? Sim. Porém, se a ostra não for ferida jamais produzirá pérolas.

 

 

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