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VIVER e RENASCER

Por Thoth, 3º Patriarca Expectante
Publicado originalmente no "Semeador da Nova Raça", este texto hoje é o capitulo 28 do livro do Patriarca "Orvalhando a Aridez da Vida".


Um vento forte fustigava os ciprestes e as casuarinas que, vergastadas, produziam lúgubres zunidos. Elas circundavam o “campo santo”, com suas tumbas caiadas de branco e ornamentadas com coroas de flores, e davam-lhe, exteriormente, um ar festivo, apesar das lágrimas e dores profundas marcadas pela saudade dos entes queridos que se foram. Estávamos no dia 2 de novembro – Finados. Particularmente, não sou partidário das grandes aglomerações, preferindo na maioria das vezes estar em lugares menos frequentados, mais calmos. Mas, naquele dia, como exceção de regra, tive que acompanhar minha irmã para irmos até o cemitério a fim de visitarmos o sepulcro da nossa mãe.

 

O cemitério é um lugar que desde menino gosto de visitar, passear entre os túmulos, ler as mensagens de despedidas e até hoje ainda me apraz a tranquilidade, o silêncio que me invade, deixando-me calmo. Por quê? Acho que é porque ali se me abre o Campo Mental, pois as conjecturas Metafísicas, Metapsíquicas etc., entram em ação, trazendo grandes proveitos analíticos que me conduzem a elevadíssimos ensinamentos, levando-me a compreender que ali, só ali, é que se funde toda a coisa, todas as paixões, e se nivelam as existências onde não há mais o nefasto Orgulho, as maldades sem contas, enfim, materialmente tudo na aparência está ligado por um só fim: a MORTE. Hoje até o luxo ostensivo dos grandes mausoléus nos modernos cemitérios não mais existem, caracterizando, dessa forma ainda mais, a IGUALDADE da VIDA perante o INFINDO – Deus!

Pensando, pensando muito e fazendo conjecturas diante o inevitável, passei a viver e sentir os Dramas e Tramas que enfrentamos nos percursos das nossas existências materiais. E me pergunto: Quanto suor, lágrimas, sofrimentos, sangue derramado para, por fim, levarmos daqui o quê? Que inútil se torna uma vida que só visualizou o plano material... Mas, para se ter o equilíbrio e permanecermos no fiel da balança devemos praticar o antepor. O ANTEPOR é o processo da substituição de uma coisa, uma palavra ou sentimento, por outro, exemplo: o Ódio pelo Amor, o Ciúme pela Confiança, a Inveja pela Resignação e Compreensão, assim por diante!...

 

Aqui, então, ao me deparar com a MORTE, só poderia pensar na VIDA, e o que é realmente mais importante do que a VIDA para se analisar? E conseguir observar o MILAGRE da VIDA? E disso pretendo tratar daqui a pouco.

 

Viver, TUDO no mundo VIVE. Porém, o ser humano precisa compreender que saber viver é uma arte e, no palco imenso da vida, todos nós somos atores a representar cada qual o seu próprio drama. Uns são bons atores, outros medíocres, outros, ainda, péssimos, mas, de qualquer modo, bem ou mal, temos que representar. No entanto, ótimo seria se todos fossem bons atores, porque o AUTOR é você mesmo, que escreve seus próprios dramas e suas próprias tramas no decurso de cada existência, assim como nesta, para ser bem ou mal representada.

 

Para o conhecedor da possibilidade de uma nova existência, o lógico é se tornar um bom AUTOR, escrevendo pelos ditames do coração e da consciência os melhores dramas e, se possível, pautados de AMOR, COMPREENSÃO, CARIDADE e SOLIDARIEDADE, porque nisto irão se sintetizar os valores altruísticos. Se assim procedermos, estaremos suavizando as agruras na nossa próxima representação.

 

Por favor, mantenham em mente que tudo no UNIVERSO está submetido à Lei da EVOLUÇÃO, em três grandes fatores: NASCER, MORRER e RENASCER. Dessa forma está constituída a “RODA” das existências, movidas pela Força da EVOLUÇÃO.

 

Bem, desde que o ser humano tomou consciência de si mesmo e do ato de VIVER é que cada qual, pelo seu Livre-Arbítrio, vive a seu bel-prazer. O que assim procede está simplesmente vivendo de acordo com a possibilidade de sua consciência, do seu SABER e do seu SENTIR, pois a vida para ele consiste em viver da melhor forma possível. Mas, quando ele se tornar um ser DESPERTO e começar a arguir: O que SOU, de onde VENHO e para onde VOU? Então, só então é que renasce do estado latente o DESEJO de conhecer a FONTE da Vida, a origem da vida e aqui vai se deparar com a grande Incógnita: “O Milagre da Vida”. Isso me faz reportar a “Gênesis”, 1:1 – “No princípio criou Deus os céus e a terra; 2) E a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

 

É, vou parar por aqui, porque, pensando bem, acho que num espaço tão exíguo de um humilde e obscuro jornalzinho como o nosso Semeador, ou como se fosse possível usar compêndios e mais compêndios de filosofias de variadas fontes, ou mesmo reunindo-se todas as bibliotecas, JAMAIS chegaríamos a ser donos da Verdade plena. Porém, Verdades fragmentadas, isso sim, é possível de se adquirir. Isso nos traz a grande vantagem de podermos nos locupletar com as múltiplas fontes de teorias, filosofias, religiões e tudo mais que existe... Mas... Olha ele aqui para nos socorrer... Contar-lhes-ei um pequeno fato:

 

Tive um grande amigo na juventude, que se tornou um erudito, um poliglota, jornalista etc... João Ignácio Lopes (cognominado – Jones), porém, lamentavelmente se tornou um ardoroso incréu, acabando por se conscientizar de que era materialista. Sempre se rebelou todas as vezes que pretendi conduzi-lo a dissertações religiosas. Todavia, tudo na vida tem um dia, o dia “D”. E esse dia chegou para ele de uma forma incisiva, irretorquível. Vejamos:

 

Ele estava sentado num banco do jardim ao alvorecer de uma bela manhã primaveril, e olhava displicentemente o desabrochar de uma rosa. Sem querer, aquilo prendeu de tal forma sua atenção, que entrou num estado de reflexão profunda, deixando-o como se estivesse em transe, e, uma pergunta brotou dos seus lábios: “Que força poderosa é essa que representa a Origem da VIDA?!” Uma única palavra foi a resposta que ouviu dentro de si – DEUS!

 

Eis aqui, queridos leitores, a ilustração de um pequeno fato, porém, de proporções imensuráveis, que por si só nos dá a resposta que muitas vezes pretendemos buscar tão longe quando ela está dentro de nós mesmos!...

Nada poderia existir sem essa incompreensível FORÇA emanadora da própria Vida, que possui tantos nomes para identificá-la. Isso, porém, não importa. O importante é poder SENTIR e por Ela ter AMOR!..

 

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