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Temas para Meditar

Por Sri Sevãnanda Swami, 2º Patriarca Expectante


Se quiseres conhecer teu corpo, habitue-o a estar quieto. E, na quietude, observe tua respiração. Quando tiveres conhecido tudo que ela te informa na quietude, passe a observar o que ela faz enquanto tu fazes qualquer coisa. Observe, também, o que tu fazes quando a modificas. Combine tudo e SITUA-TE.

Se quiseres conhecer teu coração e tua alma, ou as relações entre eles, faça o mesmo que fez com o corpo. Relacione, depois, a respiração e o sentir anímico (da alma). Vá partindo da respiração para obter o sentir. E por meio dela, para modificar o sentir. E do sentir para modificá-la. E de ambos para conseguir aquilo que TU desejas.

Se quiseres conhecer ao Mestre, identifica-te com seu sentir, respirar, seu perfume, aspire à via, expira-lhe o teu amor. Espere, logo, em amor, na quieta respiração do teu corpo e de tua alma. Observe tudo o que possa relacionar-se com isto.

Se quiseres conhecer algo, inspire a imagem daquilo; aspira à identificação com aquilo; retém em ti sua utilidade e beleza. Medite no suave expirar do teu esforço. E torne, como a vida, ao incessante ritmo reiterado.

Se algo ou alguém é demasiadamente grande ou longínquo para que o possas aspirar, pelo menos podes inspirar-te no seu amor, grandeza ou beleza. Pode ser que tudo isto te deixe sem alento, e em tal retenção emocionada, consiga o vislumbre do que respira em um ritmo que ultrapassa tua medida!

Pode ocorrer que algo ou alguém (fatos ou seres) alterem, ampliando ou limitando, teu respirar. Não é possível conhecer nem religar-se a nada sem aceitar certa identificação total. Ela costuma começar por um respirar análogo. Aquele que diz que aspira ao contato com Deus fala sabiamente. Não é soprando numa flor que nos penetra sua fragrância.

Aquele que não sabe como se esticam seus músculos, como faz o gesto, como enxerga o olho aberto ou fechado – como palpita o coração, como vibra seu cérebro, como ritma seu alento, como pulsa seu sangue; na ação e na oração; no discurso como na meditação; no desejo como na dádiva; na bênção como na sugestão, este somente atua no externo: no gesto desordenado, a palavra desarrumada, a respiração desritmada. Por isso, nada do seu coração nem de sua alma chega ao seu destino. Só causa reação. Bate na porta com palavras. Não penetra, como a onda, atravessando tudo, sem tocar.

Eu “senti”, certa vez – foi a primeira – o contato total de um Mestre que é todo bondade e todo humildade. Somente assim soube que jamais tinha sido humilde até então.

Tudo que se refere ao “sentir” superior ao corrente ganhará em ser não comentado com pessoas alheias aquilo. O Mestre costuma ser o melhor confidente. Ninguém pode ouvir nem interpretar melhor um viajante que aquele que já percorreu o mesmo trajeto. Isso é tudo.

                                                                                    

 

 

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