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Reflexões sobre o sentido de proporção

Por Adhémar, A:: M::


Se um homem, turbante branco na cabeça se dirigisse à multidão e dissesse:

“Irmãos, se vós buscais as Verdades Ocultas nos livros sagrados, para satisfazer e afirmar o vosso fanatismo religioso, estais envoltos em ‘Maya’; 

Se as buscais, nos caminhos astrais, para saciar a vossa sede fenomênica, estais envoltos em ‘Maya’; 

Se, com idéias preconcebidas, as buscais para satisfazer vosso paladar e reafirmar a vossa opinião, estais envoltos em ‘Maya’; 

Não obstante, aquele que sabe empunhar a Espada Flamígera e que entra resolutamente na emaranhada Selva, e destrói, ao avançar de cada passo, todas as ervas daninhas e supera sem temor todo obstáculo; 

Esse chega a vencer a Grande Serpente que guarda a Árvore de Boddhi e, desfolhando com paciência seus ramos, achará o Caminho Direto. 

Então, puro como uma criança, se banhará em Hari. Terá entrado na Luz de Brahma e será uno com Ele”.

As pessoas que o escutassem (muitos não entendendo nem metade) pensariam – ou pelo menos muitos diriam: “Esse fala como um Guru”. E quem alteraria seu caminho para seguir o Guru?... 

E, se esse mesmo Ser, apresentando-se sem turbante (quiçá até com uma gravata muito chique no pescoço) falasse assim:

“Desde o Mundo Divino, os Espíritos Virginais abandonam sua Morada e, enamorados de sensações criativas, vão caindo nos Mundos mais densos até que a Alma, esquecida de sua divina origem, se acha crucificada na Matéria; 

Com um grito de dor, a alma entra no Mundo Físico, passando pela Porta da Morte... 

Morreu para os Mundos Superiores e está “atrasada”... Com a primeira inspiração que a criança faz ao chegar ao Mundo e que acompanha aquele mesmo grito, recebe a primeira carga de ar que irrompe em seus pulmões.

Com o oxigênio, cada átomo recebe um sinal peculiar, que atuará por toda a sua vida terrestre.

Aquele sinal impresso em seu sangue formará as bases físicas e a índole temperamental pelos quais a criatura se distinguirá dos demais seres humanos.

A Alma, em sua nova vestidura física, sobe o Calvário da expiação de suas faltas passadas; a Lei do Karma – de Causa e Efeito – se encarrega de fazê-la cumprir com seus deveres; envolta em um ‘sobretudo’ ou um ‘capote’ de carne, ela não recorda seu passado. 

A Vida, com suas experiências dolorosas, semeia seu caminho de oportunidades e é por essas oportunidades que o princípio espiritual desperta; então compreende que deve vencer a carne (sua maior limitação e maior inimigo se a deixa predominar) e é aí que aspira liberar-se desse pesado fardo que é o corpo físico, para liberar a Vida da matéria... Purificada e livre, a Alma voltará ao lugar do Pai Celestial, de onde emanou, para ser una com Ele”. 

As pessoas diriam: “Ah, esse é um místico ocidental”…

Porém, as pessoas entendem os Mestres? 

E... Para terminar... Se uma ou outra das aparências deste mesmo Ser dissesse, em roda de irmãos, em uma linguagem mais clara ou menos complexa: “Pelo Conhecimento e o Amor realizei a Brahma. Eu sou Ele. Sou a Individualidade Liberada”.

As pessoas pensariam dele, como já disseram de outros que passaram antes: “Este é um louco que diz ser Deus”. 

La Plata, Argentina, 14-02-1944.

 

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