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Conflitos Entre Religiosos

Por Thoth, 3º Patriarca Expectante


Naquela hora, no belo sítio onde estava, tudo era silêncio! A própria Natureza parecia estar adormecida. Era tão grande a quietude que se podia ouvir o zumbido do voar das raras moscas que me importunavam. Um mormaço meio úmido levava-me a um estado de modorra sob uma vetusta jaqueira. Deixava-me envolver naquela gostosa languidez deitando-me sobre a verdosa e fofa relva. Aproveitando uma raiz exposta, a fiz de travesseiro. Podia sentir que meu espírito estava desejoso de me deixar para descansar um pouco do pesado fardo de minha velha carcaça. Isso ficou bem caracterizado pela rapidez com que entrei em profundo sono... Será que estava mesmo em profundo sono? Então, o que vivi foi sonho? Puxa vida! Se foi sonho, regozijo-me por ter sido um sonho bem REAL... Mas, vamos deixar de delongas e relatar a ocorrência:

Tudo começou de forma imprevisível. De repente, vi-me sentado na posição de lótus (coisa realmente impossível de acontecer com meu corpo atual, proveniente a não poder cruzar as pernas). A música suave, produzida por tilintar de sinos especiais, “sinos de Thibet”, dava-me uma paz interior indescritível. Isso ativava um desejo desusado de fazer uma eloquente prece, mas, coisa estranha, as palavras não saíam e eu não conseguia concatenar os pensamentos a fim de poder pronunciá-las. Felizmente, lembrei-me de que a prece não precisa se decorada. Ela deve ser uma “transposição” de palavras cheias de amor no REAL SENTIR de cada um, no momento em que se quer entrar em contacto com as forças superiores. É como se fosse um hino de louvor, ou um grito de apelo cheio de FÉ. Pensando dessa forma, simplesmente pude dizer: Amados Mestres, eis-me aqui genuflexo, como um servo amoroso, pronto para receber aquilo que for preciso...

Acho que foi pelo mormaço existente no momento, ou junto, talvez, pela umidade que volatilizava no ar miríades e pontículos em efervescência, que foi criada a possibilidade de formação “sui generis” de um SER se manifestar numa imagem — nunca dantes apresentada a mim — repleta de luz, não uma luz aparentemente compacta, como sói aparecer, mas constituída de infindos pontículos luminosos de uma beleza impar!...

E o admirável SER falou:

Thoth, você não deve se deixar levar por conjecturas que possam lhe induzir a erros, especialmente na questão por demais controvertida que o perturba no momento, ou seja, a VIDA de permanentes conflitos entre os religiosos no que tange a bens materiais das Religiões.

Você sabe que é de direito a LIBERDADE RELIGIOSA, pois cada qual procura aquela que mais sintonia tem com a maneira de ser de cada um. Assim, você não deve se abespinhar com os ataques que eles fazem entre si. A luta é deles... Portanto, o seu dever é estar sempre observando, sempre na expectativa para poder extrair os possíveis ensinamentos oriundos dessa inglória luta. Sim, inglória porque, objetivamente, bem poucos são os resultados POSITIVOS que são adquiridos nos ataques, nos debates, perseguições, calúnias, falsidades ideológicas, mentiras calamitosas, pregações com promessas falazes, as quais, não podem ser cumpridas. Mistificadores de vários escalões usam seus métodos abusivos, em suma, é uma GANÂNCIA INSASIÁVEL, onde não há mãos a medir em se tratando de vender cousas sacras como coisas que se destinam a explorar os sentimentos alheios, usufruindo de tudo aquilo de que puder tirar proveito através da ignorância das massas humanas!...

É lamentável que essa triste situação possa existir entre os “profissionais” das religiões, porque eles têm a leviandade de lançar mão de muitos dizeres da Bíblia para induzir as multidões a DAR tudo que puderem, para depois poderem se locupletar a bel-prazer dos benefícios adquiridos de suas pecaminosas falações dizendo:

“Está escrito em muitos lugares que o dízimo é necessário”. Então, se aproveitam e exigem tudo que podem. Outros são mais contundentes: “Ou dá ou desce”. Alguns são mais disfarçados, suavizando a maneira de pedir, e muitas outras formas são aplicadas.

Entretanto, essas mesmas pessoas possivelmente não tentariam alertar entre os ouvintes falando: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm para vós vestidos como ovelhas, mas internamente são lobos devoradores”, Mateus, 7:15. – E também não dizem o que está escrito em São Mateus, 24:24 – “Porque surgirão falsos Cristos e falsos Profetas e fariam grandes sinais e prodígios que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos”.

No entanto, a lei do AMOR, da SOLIDARIEDADE humana, ficou bem explícita quando o Senhor Jesus disse aos seus discípulos e que está registrado em São Mateus, 10:8: “Curai os enfermos, purificai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. De GRAÇA recebestes, de GRAÇA dai”.

Não preciso, pois, trazer-lhe mais argumentos para lhe dar esclarecimentos a fim de suavizar o seu SENTIR referente às lutas CRIADAS pelos praticantes das religiões. Mantenha-se o tanto quanto possível na retidão do trabalho que vem sendo feito na Igreja Expectante, não deixe se abater pelas desilusões sofridas, nem fique ansioso em querer ver realizado o Progresso Material da Igreja, mas procure impulsionar o tanto quanto possível o progresso evolutivo ESPIRITUAL. As coisas vão sendo colocadas nos seus devidos lugares no tempo necessário. Tudo tem sua hora, especialmente quando se trata da EVOLUÇÃO Espiritual. Receba minha bênção e trabalhe sem cessar, confiante de que TUDO está no TODO!...

O SER desvaneceu-se e, como um cometa, deixou uma esteira de luz na sua magnífica ascensão!...

Fiquei ainda algum tempo no meu “sonho” – o quanto não sei precisar -, de pernas cruzadas, olhando meu corpo sobre a relva. Coisa estranha, não tinha vontade de retomá-lo. Porém, sabia que tudo estava ligado pela lei vibracional de atração, assim como da repulsão. De forma que, com o terminar do “sonho”, acordei pesaroso de ter despertado da vivência que me fora proporcionada.

A preocupação, que antes me levava a certos distúrbios, tinha sumido, e um estado de PAZ interior era uma bênção acompanhada pela lembrança de que o Expectante tem plena consciência do dever de “DAR de GRAÇA o que de GRAÇA recebeu”...


 

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