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RENOVAÇÃO DE VOTOS SACERDOTAIS


A propósito de suas "discordâncias" com seu Iniciador, em resposta à correspondência de Willermoz, escreveu Louis Claude de Saint Martin, o Filósofo Desconhecido, em 25 de março de 1771: "Confesso que o objetivo que buscamos na Iniciação parece-me muito difícil de ser atingido. Acredito que, mesmo nos encontrando nas melhores condições, quando todas as cerimônias são empregadas com a maior regularidade, a Coisa ativa e inteligente pode ainda guardar seu véu para nós tanto quanto quiser; ela está tão pouco à disposição do homem que ele não pode, jamais, apesar de seus esforços, estar certo de obtê-la. Ele deve esperar e orar sempre, eis nossa condição. O espírito conduz seu sopro onde quer, quando quer, sem que saibamos de onde vem e para onde vai... Se o poder não se manifesta agora, ele poderá ocorrer mais tarde; se não se opera pela visão, ele prepara a forma daquele que se mantém puro para receber as impressões salutares, quando o espírito assim quiser. Não atribuais, então, o estado em que vos encontrais a algum problema de vossa parte ou à invalidade das cerimônias". 

Embora tenha tido suas "diferenças" com Martinez de Pasqually, adepto de grande iluminação, Saint Martin soube reconhecer, mais tarde, a grandeza de seu primeiro mestre: "Havia coisas preciosas em nossa primeira escola. Sou mesmo induzido a pensar que o Sr. Martinez de Pasqually, que era nosso mestre, possuía a chave ativa referente a tudo o que nosso prezado Jacob Boheme expõe em suas teorias, mas não julgava que fôssemos capazes de entender tão altas verdades, naquela época. Ele era sabedor de alguns pontos que nosso amigo Boheme não conhecia, ou pelo menos não revelou, como a resipiscência do ser perverso, contra o qual o primeiro homem teria tido a missão de trabalhar... Quanto à Sofia e ao Rei do Mundo, ele nada nos revelou, deixando-nos com as noções comuns de Maria e do Demônio. Mas não afirmarei que ele não teve conhecimento delas e estou convicto de que chegaríamos a esse conhecimento se o o tivéssemos conosco por mais tempo...". 

Em junho de 2008, pouco menos de um ano antes de sua Grande Iniciação, o Patriarca Thoth recebeu notícia de que alguns membros, gente de sua confiança na cidade de São Paulo, havia decidido abandonar a Igreja Expectante. A ventania da dissidência atingiu também outros Núcleos e ceifou corações e cabeças menos consistentes. Era a grande peneira em ação. Novamente... 

Os descontentes elegeram (???) um emissário a quem coube enviar por escrito o pedido de desligamento, justificando-o com uma série de "razões"... Quanto a essas seria desperdício de espaço e tempo enumerá-las. Diante do juiz devemos escutar e calar. E lembrar, mais uma vez, Martinez de Pasqually: "É preciso que nos contentemos com o que temos".  

Sempre generoso e tolerante, o Mestre Thoth, por força de sua função, respondeu ao grupo com um ensinamento do MEM Philippe: "Deus criou o vento para fustigar a árvore que se acha sobre a montanha. E quanto mais forte for a árvore, mais ela será sacudida". 

E, com tristeza, concluiu o Patriarca: A Egrégora Expectante respeita e acata sua decisão, bem como a das pessoas que o senhor representou. O seu pedido foi aceito. Nesta data o senhor e seus representados ficarão suspensos de toda e qualquer atividade da Igreja Expectante e d'A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon, como sacerdotes e cavaleiros. QUE A HIERARQUIA ESPIRITUAL, OS MESTRES VISÍVEIS E INVISÍVEIS OS CONSIDEREM DESLIGADOS, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. 

Em 14 de abril último, com grande alegria, a Matriarca Ischaïa amorosamente resgatou parte do rebanho desgarrado. Acolheu o pedido e reconsagrou Ungido Sacerdote do Lar um dos integrantes daquele grupo. Numa cerimônia muito sentida, Eduardo Sá Neves declarou que nunca se considerou fora da Igreja, apesar de ser constantemente assediado. Que seja bem-vindo de volta à senda! E que esteja cada vez mais atento às artimanhas do negativo. 

Assim a Igreja Expectante demonstra, mais uma vez, que pratica aquilo que ensina: tolerância, perdão, reconciliação e compreensão, inclusive do livre arbítrio dos indivíduos.


 

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