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Missa de Corpo Presente
Por Ischaïa, Matriarca Expectante


         Thoth sempre dizia que tudo o que ele ensinava era proveniente do que tinha vivido.

         De todas as experiências, procurava realizar a pureza, ou seja, tirava uma lição, um ensinamento para a vida espiritual e material.

         Os acertos serviam como exemplos a serem seguidos. Os erros, ações a serem evitadas, corrigidas, pensadas e estudadas.

         Nos anos de peregrinação pelo Nordeste, morando no trailer, tivemos preciosos momentos de aprendizagem.

         Chegávamos a uma cidade totalmente incógnitos. Tínhamos como identificação o nome da Igreja Expectante pintado no trailer e a inconfundível figura do Thoth, todo de branco, bastão na mão, cruz de madeira no pescoço.  Tinha um olhar que impunha respeito. E severidade. Eu o acompanhava um pouco tímida, incomodada com os olhares curiosos nas ruas. Mas sempre atenta e vigilante.

         Alguns dias depois já tínhamos frequentadores em nosso Templo Cedaior Volante. Tornavam-se amigos, expectantes e noviços...

         Fundávamos um núcleo, muitas palestras, meditações, cerimônias. Tempos depois, partíamos.

         Todos os anos a mesma coisa. Só que, como já tínhamos contatos e núcleos, nossa chegada era sempre uma festa esperada e planejada. Muita alegria e novamente muitas palestras e cerimônias.

         Quando retornávamos ao Espírito Santo, nos primeiros meses recebíamos cartas, telefonemas. Na medida em que o tempo ia passando, alguns núcleos iam murchando, murchando...

         Eu ainda muito imatura não entendia por que isso acontecia.

         Certo dia, questionei a amizade, o amor e a dedicação desses discípulos à Igreja, ao que Thoth respondeu: - Missa de Corpo Presente!

         Mas, o que é isso? Então ouvi a seguinte resposta: - Ischaïa, minha filha, missa de corpo presente (nem sei se ainda se usa) é quando se faz um ritual na presença do finado, com todas as pompas, exaltam-se seus méritos, todos fazem homenagens, choros, flores e velas e, depois que tudo acaba e o corpo sai de cena, vem o natural esquecimento.

         Para ser mais claro, quando um grupo precisa de nossa presença física é porque seus integrantes não estão ainda seguros do que querem, não se enamoraram da obra e não aprenderam a andar sozinhos. Precisam ainda da nossa presença física, como um apoio, uma mão para segurar, umas muletas no plano material. Estão ainda na fase do concreto e não abstraíram que a Egrégora formada se manterá desde que eles, independentemente de nossa presença ou não, continuem unidos em harmonia e amor.

Porém, sempre haverá alguém que dará continuidade. Mesmo que o grupo tenha se desfeito e a chama do amor esteja encoberta pelas cinzas. Um dia, seja lá quando for, um leve sopro do vento da Providência pode reacender essa chama e aí teremos a certeza de que nada foi em vão...

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Vez por outra toca o telefone e alguém diz:

- Ischaïa, lembra-se de mim?... Olha, até hoje rezo todos os dias a oração da Igreja Expectante...

E eu penso: Thoth, você tinha razão... Alguns superam a fase da Missa de Corpo Presente.


 

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