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Saber consolar

Por Ischaïa, 4ª Matriarca Expectante


Aconteceu um dia destes. Estávamos na Sala dos Professores, na hora do intervalo, quando uma colega muito triste começou a contar os problemas que estava enfrentando. Era realmente preocupante a situação pela qual estava passando.

 

Em nossa escola temos colegas de várias denominações religiosas, e cada uma procurava consolá-la a sua maneira e convicção.

 

Algumas, na intenção de ajudar, apelavam para frases feitas como: Paciência, calma, você pode estar exagerando. Não se desespere com os desígnios do Pai. Algum propósito Ele tem para sua vida...

 

Observando minha colega cada vez mais aflita, pensei: Não, isso não está ajudando em nada...

 

Quando todas saíram, aproximei-me, tomei sua mão gelada (toque e acolhimento). Falei: - Amiga, sei o que está passando. É difícil mesmo (empatia). Dei um demorado abraço nela e a convidei para que fosse até a minha sala, que naquela hora estava sem alunos.

 

E continuei: - Eu não sei a que religião você pertence, mas isso não importa. Deus não quer o nosso sofrimento. Ele nos criou para sermos felizes (). Porém, tudo que fizemos, fazemos ou fizermos tem um custo. E nem sempre nosso saldo é positivo.

 

(Não falei em problemas cármicos, até porque, nessa hora, devemos evitar colocar mais peso em cima da pessoa, como culpas do passado que ela não conhece e até pode não crer. Falei nas entrelinhas de causa e efeito, de maneira sutil.)

 

Segui: - As coisas, às vezes, nos acontecem para podermos dar uma alavancada na nossa vida e o que sofremos nos dá a oportunidade de repensar, ver as coisas sob outro ângulo. Mas Deus está sempre do nosso lado, nos ajudando. Não peça a Ele para resolver o seu problema, mas, sim, sabedoria para ter as atitudes corretas, discernimento para as escolhas, compreensão das atitudes de quem lhe magoa, calma e equilíbrio. Assim, fortalecida, conseguirá resolver um a um seus problemas.

 

Abracei-a novamente e concluí: Conte comigo, telefone, me procure. Deus é um só, não pertence a nenhuma religião ou igreja e nos quer felizes. Ore como sabe, converse com Ele.

 

- Lave esse rosto, pois os alunos vão rir do seu nariz vermelho, de palhaço (um toque de humor para descontrair).

Começamos a rir e ela me disse: Como foi bom conversarmos (alguém disposto a ouvir). Estou mais aliviada.

 

Fiquei em minha sala pensando como é interessante a nossa vida. Às vezes, no intuito de consolar, acabamos gerando mais angústia e sofrimento. Como deve se sentir uma pessoa que está com sérios problemas e alguém, para consolá-la, diz ser essa a vontade de Deus?

 

Fiquei feliz com o sorriso da amiga. Não falei em religião. Falei de amor fraternal e de um Deus amoroso, que pode nos fortalecer.

“Viva a experiência procurando realizar a pureza”.

 

 

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