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Amor, direito e deveres

Por Thoth, 3º Patriarca Expectante


Era uma vez... Assim começam muitas estórias e esta é uma estória instrutiva de minha autoria.

Havia um rei que era conhecido pela sua Sabedoria, Justiça e a maneira como reinava sobre seus súditos.

Porém, ele também usava de severidade com aqueles que eram negligentes, irreverentes, faltosos com seus deveres etc. Mas jamais deixou de ser justo nas suas decisões e sentenças, nos julgamentos.

Entretanto, com todo o poder e riquezas em suas mãos, sentia-se inúmeras vezes envolto por uma profunda tristeza, partida do seu interior, cuja causa lhe era desconhecida!...

Certa vez chamou junto a si um dos seus Ministros, que, às vezes, lhe servia como conselheiro proveniente a sua elevada sabedoria espiritual. A presença do Ministro se fez imediatamente. Depois das devidas reverências, o Ministro, por norma, silenciou-se aguardando que o Rei, por sua vez, se pronunciasse, o que de fato se deu logo ao ter dispensado a presença dos cortesãos...

- Senhor Ministro, convoquei-o a minha presença porque desejo, através de seus conhecimentos, saber a causa daquilo que tanto me importuna e que me leva à profunda tristeza e melancolia. Espero, entretanto, que o Senhor mantenha a máxima discrição e sigilo sobre nossa conversa. Depois do gesto de aquiescência, feito com a cabeça, o Ministro observou que o Rei fez uma pausa como se estivesse aguardando a resposta. Então, ele elevou a voz ao ponto de ela ser bem audível pelo Rei e disse:

- Vossa Real Majestade sofre do mal provocado pelo grande Amor que dedica aos vossos súditos.

- Como, redargüiu, surpreso, o Rei. Por ventura não devemos amar nosso próximo? Este não é o caminho que nos deixou o Nazareno para ser seguido e praticado?

SE vossa Real Majestade me permite e ordena, talvez eu possa dizer algo que irá justificar, aliviar e esclarecer a CAUSA do vosso incômodo...

- Que assim seja. Eu lhe permito e ordeno. Fale.

- Muito bem, disse o Ministro. Então, com a concessão da liberdade de falar, vou entrar no âmago do assunto:

O Amor traz sofrimento e DOR. Isto parece ser um paradigma, mas não é. Porque, todo Modelo e Padrão mantêm sua formação inalterável, razão pela qual eu disse “parece ser”. Porém, no contexto, isto também é real, porque quem ama sofre. E qual é a razão do sofrimento advindo do AMOR?  É porque o Amor, sendo originário do plano material, traz como alicerce ser Possessivo e Egoísta. E essas coisas são a origem do Ciúme. E quem não sofre através disso?! Todavia, estas citações foram feitas para dar uma afirmativa de que o AMOR traz felicidade e DOR. Agora, permita-me que vos conduza à outra faceta, a qual vos tem levado ao estado de acabrunhamento, decepção, tristeza e melancolia interior.

Quando uma pessoa tem em si uma grande dosagem de AMOR, como vossa Real Majestade, ela, quer saiba ou não, DOA-SE, voluntária ou involuntariamente. E, de acordo com a capacidade de sensibilidade, ela sofre por ver que as criaturas humanas ainda são falhas nos seus sentimentos, não possuem o senso de responsabilidade, esquecem seus deveres, não sabem o que é o AMOR em sua profunda grandeza, falta-lhes o conhecimento do carinho necessário para que possam DAR. Também não sentem o desejo de praticar a SOLIDARIEDADE.

Tudo o que disse a Vossa Real Majestade são as consequências que o levam ao estado de desilusão interior, porque, da forma como Vossa Majestade trata vossos súditos, espera que eles retribuam pelo menos com alguma parcela, mas isto não é possível, pois isso está fora do conhecimento, da educação, da sensibilidade deles. Ninguém pode DAR aquilo que não tem.

Porém, existem aqueles que têm todo o gabarito na contextura de uma civilização de ordem Material. São pessoas que até conseguem ser invejadas pelos seus altos pontos de vista, mas... Eis sempre o problema de um famoso “mas”!... Trazem dentro de si o germe da iniquidade, da traição, da ganância etc. E, por incrível que pareça, são até eruditos. No entanto, são áridos, não têm sensibilidade, são frios de sentimentos, indiferentes ao que se passa com os demais seres humanos. E assim caminha com desamor a humanidade!...

Bem, agora, para ilustrar o que disse com mais intensidade, farei algumas citações Bíblicas. Mateus, 5:44 – “Amai a vossos inimigos, bendizei aos que vos maldizem, fazei aos que vos odeiam o bem e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem para que sejais filho de Deus que está nos Céus. Porque Ele faz que o Seu Sol se levante sobre os maus e os bons, e a chuva desça sobre os justos e os injustos”.

Pelo exposto, Vossa Real Majestade já compreendeu que é preciso continuar fazendo as coisas dentro dos princípios de Direito, Justiça e Razão, eliminando de dentro de vós a tentação de querer fazer aquilo que o divino Rabi da Galiléia não conseguiu: Ser agravável a todos. E também vos lembrai de que Ele, nos estertores da morte, ainda disse: “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Pois, que cada um cumpra com seus deveres e que receba os direitos relativos a suas obras...

O Rei ouviu tudo com paciência, tolerância e compreensão. Agradeceu ao Ministro e daí em diante eliminou seus sentires opostos ao amor que possuía!...

 

 

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