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Amor, o Caminho de Jesus

(Este capítulo da obra "Debulhando Verdades", do Patriarca Thoth. dá a chave do que deve ser feito pelo Discípulo que está realmente disposto a subir a montanha)


    Naquele dia o tempo decorria plácido e magnificente, acrescido de esplendorosa  luminosidade. Tangidos por ventos alísios, vez por outra alguns cirros e estratos surgiam, pontilhando espaçadamente o céu azulado, se assemelhando a flocos de algodão lançados no espaço, os quais, criavam formas pitorescas. Eu acompanhava displicentemente com o olhar as nuvens que contrastavam com o azul infindo do céu. Algumas se aproximavam do Sol, outras seguiam rumo ignorado. Em dado momento, como se o vento tivesse cessado, algumas nuvens se juntaram em torno de Apolo formando uma nuvem de porte regular cobrindo o disco solar, ficando simplesmente uma auréola em torno do mesmo. Como resultado, múltiplos raios emitidos pelo Sol passavam pelas nuvens e caíam em cascatas de cores variadas e exuberante beleza. Fiquei estático apreciando o raro quadro que o Supremo Pintor proporcionava através de rápidas pinceladas.

 

    Com surpreendente rapidez, meu pensamento, que estava à deriva no oceano das minhas cogitações, foi direcionado pela atração do que via para o Senhor Jesus, sentindo internamente a frase: “Aquele que chegar a amar o próximo como a si mesmo será possuidor de todo conhecimento Consciente!”...

 

    Que estranho! Conhecimento Consciente?!? Sim, é isso aí. Podemos adquirir o Conhecimento, mas temos Consciência do que de fato ele representa? Não, muitas vezes NÃO, porque tudo que vemos, lemos, ouvimos é parte do nosso conhecimento. Porém, isso significa que temos consciência de sua composição, de seu sentido totalizado? Não, o Conhecimento periférico pelo fato de ter sido visto, lido, escutado, e não o Conhecimento Consciente em sua totalidade, bem no seu âmago.

 

    Existem pessoas que podem discordar dessa apresentação, dando outras assertivas. Isso é normal, pois, em tão exíguo espaço não é possível abordar qualquer assunto de profundidade de forma abrangente. Visto isso, usando do que disponho, me limitarei a expor minhas afirmações.


    Assim, a interpretação do conhecimento adquirido por múltiplas formas é de competência única e exclusiva do próprio indivíduo, pois cada um tem o seu modo de ouvir e sentir e os resultados são pessoais. Exemplo: Um livro que é lido por A, B ou C tem normalmente interpretações diferentes e, muitas vezes, A adquire um conhecimento; B, um outro tipo; e C, outro mais profundo. No entanto, a fonte informativa foi uma só. Porque tudo está numa maneira de interpretar da pessoa. Não podemos exigir que todos tenham visão uniforme das coisas, já que na escala evolutiva cada um tem sua possibilidade a mais ou a menos.
 

    De modo que, quando o indivíduo adquire o Conhecimento Consciente, passa a aceitar, tolerar com humildade as formas diversas do Conhecimento alheio. Porque ele já sabe que a ação reflexa de todos tem um curso pessoal e que todos têm sua trajetória a cumprir. Quando chegarmos a esse estado, então, para nós, “Tudo será igual a Tudo” e o nosso processo de combatividade se tornará mais complacente e, com humildade expressa pela atitude, veremos que os caminhos se completam e se harmonizam para atingir a meta. Nessa fase não mais haverá inveja naqueles que estão com o conhecimento consciente Realmente realizado, porque os outros, amanhã ou depois, chegarão onde ele está, ou onde ele mesmo ainda não chegou, mas vislumbrou ao contemplar um ser a mais. Entrementes, ele está na posição e obrigação de ajudar a caminhar a humanidade em busca do conhecimento consciente
 

    Tratarei agora da primeira parte da frase sentida: “Aquele que chegar a amar o próximo como a si mesmo”. Para isso, darei aqui meu método para atingir tão magno objetivo. Mas, antes, é necessário saber que sem a prática diária do método em questão difícil será atingir o conhecimento sublime: “Amar o próximo como a si mesmo”. Portanto, irei dividir o método em três partes:


    SOLIDARIEDADE;
    FRATERNIDADE e
    IGUALDADE.
 

    Esse trinômio já é bem conhecido... Mas é aplicado com esse objetivo? Que pena, acho que não! Mas, vamos em frente...
 

    A Solidariedade é a primeira prática a ser feita. Não pense que é fácil. Não, ela é tremendamente difícil. E devemos começar praticando em nossa própria casa, em nossos relacionamentos, dentro do trabalho, com nossos amigos, com os estranhos e, por fim, até com nossos inimigos, o que, se possível, seria ótimo. Em suma, com tudo e com todos. Temos o dever precípuo de servir, mas não o de ser servos, escravos. Devemos servir pelo desejo de ser útil, e não servir por interesse em possíveis recompensas ou agradecimentos fugazes. Servir como serviçal é uma obrigação a cumprir, pois para isso está sendo pago. Enfim, empregarei aqui uma frase bem conhecida: “Aquele que não vive para servir não serve para viver.” É através desse servir aos outros que estamos inoculando diária e paulatinamente cada vez mais em nós o DEVER altruístico da SOLIDARIEDADE humana. Jesus-O-Cristo pregou o amor. Como pode haver o amor sem Solidariedade? Se a Solidariedade é um dos degraus para atingir o AMOR? Um patrão, um chefe de seção, um gerente, etc., eles devem saber dar uma ordem com solidariedade. Dar a ordem, muitos podem dar, mas dar com o conhecimento da prática da solidariedade é que é difícil!
 

    Fraternidade: Esse é o segundo exercício a ser aplicado em nossa vida diária. Mas, só devemos começar a usá-lo depois de havermos praticado o máximo possível a Solidariedade. E, quando já estivermos bem práticos e imbuídos do conhecimento consciente da Solidariedade, já adquirimos uma posição de destaque no primeiro grau.
 

    É lógico que, depois de havermos conseguido viver no terreno da Solidariedade, a Fraternidade será mais fácil. Todavia essa prática em si não é fácil, é apenas facilitada pela prática prévia da Solidariedade, pois é preciso que o indivíduo se impregne de uma boa dose de perseverança em ambos os casos. Entretanto, para quem viveu na Solidariedade, a prática da Fraternidade é um passo a mais. Desculpe-me de estar sendo repetitivo, Porém, cuidado, não me refiro ao grau da Fraternidade consanguínea. Essa só é muitas vezes fraternal pelos laços, havendo, no entanto, irmãos que vivem como inimigos, se maldizendo. Se ferindo constantemente. Eu me refiro àquele que vive se dedicando a seu semelhante indiscriminadamente, empregando a amizade, que é uma das formas para o crescimento do AMOR. E o amor é o caminho de JESUS, pois Ele ensinou que só o AMOR constrói e o Mal destrói.
 

    Mais tarde tratarei do assunto. Agora retornarei à Solidariedade e à Fraternidade. Se uma criatura humana conseguiu viver dentro desses dois princípios, ela já ultrapassou a faixa da normalidade, já pertence ao Departamento da Construtividade Divina, Já atingiu um ponto que muitos pretensos espiritualistas não são dignos de estar. Agora vamos ao terceiro e último treinamento.
 

    Igualdade: Chegamos ao último treinamento desta série. Desde o momento em que o indivíduo passou pelas duas etapas anteriores, as quais, cada uma deve ter o período mínimo de um ano de aplicação, pelo menos, então ele já deve ter um conhecimento consciente do alto valor das etapas percorridas, Assim sendo, obviamente ele chegará à fantástica certeza e conclusão de que: Aquele mendigo, esfarrapado, chaguento, esquálido, mal cheiroso, doente etc., é o seu real retrato. Porque o princípio germinativo dele é igual ao seu. A gestação sofreu o mesmo processo. A maneira pela qual ele nasceu também foi igual a sua. O sangue, a estrutura óssea e o formato humano são iguais nos dois, assim como também a ida para o outro lado através da Morte será igual... Então, onde está a diferença? A diferença está no lar onde nasceu. Na educação que recebeu. Se um tivesse nascido no lugar do outro, não seria igual a ele? Onde está a tão berrante diferença, a não ser pelo aspecto social, econômico e financeiro?
 

    Não sejamos estultos, obstinados no erro, e, sim, compreensivos. Não sejamos orgulhosos e vaidosos, mas, sim, agradecidos. Não por gentileza e, sim, gratos do fundo do coração por havermos nascido em lares mais propícios. Porém, é um dever, já que fomos dotados de melhores posições, sermos conhecedores e amantes dessa suprema verdade, Igualdade, e impulsionar o processo de aplicá-la. Além das igualdades especificadas entre nós e o mendigo, ele ainda é o reflexo visível, exteriorizado, das iniquidades que possuímos. Somos seres que vivemos revestidos, camuflados com peles de cordeiros, pois temos dentro de nós, armazenadas, todas as paixões de baixo teor que estão prestes a eclodir tão logo surja uma oportunidade. Então, se pensarmos bem, veremos que eles refletem o que são sendo mendigos: transparentes. Enquanto nós somos mendigos camuflados e cheios de inveja e empáfia.
Lógico seria nos despir, através dos nossos corações, de nossas aparências, e procurar sentir pelo menos um pouco de simpatia por aquele ser que provoca muitas vezes nossa repugnância. Aqui se dá o início do processo de se chegar a AMAR ao próximo como a si mesmo. Porque chegamos à conclusão de que TUDO é IGUAL em seu PRINCÍPIO.

 

 

 

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