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CAVALEIRISMO PRÁTICO
Pelo Ir. Marco Guimarães Jr. -“Bhogam” - Curitiba-PR


            Quando nos propomos a ingressar n’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon, seja tal intenção movida por real interesse ou por pura curiosidade, não sabemos exatamente o que nos espera. Por mais que façamos leituras, estudos intelectuais e até mesmo algumas meditações a respeito, não temos o real SABER, pois não temos o SENTIMENTO.

 

            A mente transita a cada segundo por diversos níveis em várias direções a cada segundo. A mente volátil e desfocada, desgovernada e alimentada em tal atitude, está, em suma, tomada pela GULA INTELECTUAL. A busca por saciar sua fome desvairada e sem propósito não encontra digestão útil de tudo de que se “alimentou”. Levemos então a GULA a outro nível, a do MENTAL, que ainda assim continua sendo um “Pecado Capital”. A mente, se bem disciplinada, seria a principal ferramenta de auxílio em nossa REGENERAÇÃO INTERIOR. Mais adiante veremos o porquê.

 

            Por outro lado, temos o SENTIR. O SENTIR, ao contrário da MENTE, com suas rápidas mudanças de direção e foco, é mais estável e as mudanças levam tempo para se concretizar, assim como é com um motor que, mesmo ligado, leva certo tempo para esquentar ou após desligado leva um tempo a mais para mudar seu estado até esfriar.

 

            Podemos julgar mal nossa mente e pensamentos se fizermos uma análise superficial. Siddharta Gautama, o Buda, brilhantemente disse: “Somos a Consciência do que pensamos...”. Nesta pequena frase podemos ser levados a crer que basta pensarmos para termos a Consciência, o que inevitavelmente é um erro. Precisamos definir alguns conceitos para não escorregarmos no raciocínio. Por pensamento vamos entender o processo mental inferior das coisas corriqueiras de nosso dia a dia. Por Consciência vamos assumir a definição de que é o conhecimento adquirido pela EXPERIÊNCIA vivida e SENTIDA sobre determinado assunto ou fato.

 

            Voltando à citação do Buda Siddharta Gautama, somos, portanto, a consciência do que pensamos, do que vivemos, do que experimentamos, do que sentimos. O SENTIR é o resultado de uma postura mental adotada, disciplinada pela VONTADE. E desse posicionamento brotam frutos em nosso sentir. Se queremos ser LUZ, vamos definir em nossas mentes que realmente somos Luz, vamos agir como Luzes. Lenta e gradualmente, com vontade e constância, Luz nos tornamos. Válido também o é para o oposto. Definindo com pensamentos constantes que somos perdedores, pensamentos de inveja, pensamentos destrutivos, aos poucos nos tornaremos isso até o corpo apresentar os EFEITOS de uma CAUSA desordenada por pensamentos inconsequentes: a DOENÇA física ou mental. A DOR então pode nos apresentar nossas falhas assim como nosso caminho de volta.

 

            Assim concluo sem dúvidas que “Somos a Consciência do que SENTIMOS” também. E o que sentimos é o nosso motor propulsor e eletro-magnético, um pólo de atração ou repulsão onde os opostos se atraem, mas onde os semelhantes se comunicam...

 

            Voltando ao texto de abertura desse estudo, sobre a GOCPL, considero a Consciência do que pensamos sobre a Ordem como sendo apenas seu aspecto EXTERNO e mutável. Mutável como nossa mente. Afinal, antes de ingressar na Ordem tínhamos uma concepção ou imagem do que achávamos que a Ordem fosse ou pudesse ser. Projetamos imagens mentais criadas por nós sobre o que erroneamente achávamos que era a Ordem e seu real trabalho. Tal postura obviamente muda com o tempo que nela permanecemos e trabalhamos. Sendo o pensar o aspecto externo, o SENTIR seria seu aspecto INTERNO, fruto de nosso trabalho constante e postura adotada como real CAVALEIRO frente a nossa SAGRAÇÃO.

 

            Faço uma pausa para refletir: “O que temos feito com a responsabilidade assumida em nossa INICIAÇÃO ou SAGRAÇÃO?”.

 

            Vejo então o quão está correto o nosso Livro Sacerdotal, que em poucas palavras define as características do que é um CAVALEIRO. Uma dessas características é a PUREZA. Sendo a SAGRAÇÃO como a escolha de um IDEAL que deve ser VIVO no Cavaleiro, concluo que se desejamos a PUREZA, devemos PENSAR com pureza, devemos SENTIR a pureza, devemos SER a pureza ou, como diz nosso lema, “...VIVER A EXPERIÊNCIA PROCURANDO REALIZAR A PUREZA”.

 

            A Pureza não virá a nós, nem a experiência. Nós é que devemos ir até ela. O primeiro passo é disciplinarmos nossa MENTE, transformando-a em ferramenta útil a nossa TRANSFORMAÇÃO INTERIOR, a nossa REGENERAÇÃO.

 

            De nada irá adiantar desejarmos a pureza apenas lendo sobre a mesma, ou definindo conceitos em que nos perderemos pelos infindáveis caminhos gerados pela Gula Mental. Se não despertarmos o “motor” do SENTIR, não sairemos do lugar nunca.

 

            Lembro, além disso, que o controle das palavras é outra característica de um Cavaleiro e Discípulo do MEM PHILIPPE DE LYON. A palavra, assim como o pensamento, é SOM. Precisamos, como Cavaleiros Práticos, aprender a pensar os pensamentos, pois deles surgirá nosso sentir, seja bom ou ruim, seja construtivo, seja destrutivo.

 

            Como Cavaleiro Solidário e solitário neste momento, gostaria de fraternalmente compartilhar esse texto com os demais Cavaleiros levando cada um ao seu auto-questionamento. São perguntas que faço a mim mesmo e que podem auxiliar os demais:

 

            Como está meu SENTIR hoje?

            Como vivo meu ideal frente a minha SAGRAÇÃO?

            Em que coisas, pessoas, fatos coloco meu CORAÇÃO?

            Como disciplino minha MENTE?

            Quais aspectos de minha personalidade devo trabalhar para conquistar a PUREZA?

            Qual tem sido a qualidade de meus PENSAMENTOS?

 

            Que cada Cavaleiro d’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon SEJA a paz, a luz, o amor e que viva seu ideal tão intensamente que se torne ELE.

 

            Desejando a Paz de nosso Divino Reparador,

           

            B.

 

 

 

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