Cruz Expectante (r)
Página Inicial
Vida e Obra do Patrono da Igreja Expectante
Textos de ou sobre Cedaior, Sevãnanda, Thoth e Ischaïa
Biblioteca
Mapa dos Núcleos
Perguntas Frequentes
Entre em Contato
Como entrar para a Egrégora Expectante

 

 

REENCONTRO EM LYON
(Por Geraldo Lino da Silva, Sacerdote Expectante do 2º Grau)


Oito de março de 2015. Levantamos cedo, fizemos o desjejum e nos preparamos para voltar ao Cemitério Loyasse. Havíamos estado lá em 2006. Desde aquela peregrinação (veja aqui), nos mantivemos firmes na senda Expectante e fizemos do Muito Excelso Mestre Philippe, conscientemente, nosso companheiro diário em diálogos internos, inspiração, ajuda, orientação e direção. Perdoem-me, mas assim O sinto, assim O tenho. Apesar de ser quem sou, ainda lutando para cumprir a promessa feita há nove anos, de um dia tornar-me digno de ser alistado como soldado d'Ele no exército do Departamento da Construtividade Divina. O fato é que a Ele me entreguei e segue inabalável a decisão de a Ele servir.

 

Certa vez ouvi de um companheiro de jornada que "é preciso ter permissão" para visitar o túmulo do MEM. O próprio Thoth, saudoso e, ao mesmo tempo, muito vivo em nós 3º Patriarca, cujo centenário de nascimento comemoraremos no próximo junho, em Corpus Christi, me disse isso. Deixando essas pretensões humanas de lado, nos dirigimos aquele que foi o único campo santo da cidade por mais de 50 anos, a partir de 1807, onde as tumbas das principais famílias locais foram construídas em notável arquitetura funeral, conforme registram os historiadores, em placa de bronze, logo na entrada. Acrescentaria eu: e que privilégio ter ali, junto a elas, o túmulo do Imperador do Mundo, o Cão do Pastor, aquele que se fez o maior entre nós exatamente por ter atuado como o menor, o que mais bem explicou, exemplificou e aplicou o viver segundo os Evangelhos.


É claro que antes fomos àquela mesma floricultura, localizada bem defronte ao Cemitério, descrita pelo Mestre Sevãnanda no quarto volume de "O Mestre Philippe, de Lyon". Ali pedimos para que fosse confeccionado um modesto bouquet, com três rosas, para homenagear os Irmãos d'A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon, lembrando os simbólicos graus. Em seguida caminhamos em direção ao obelisco, bem no centro do Cemitério, depois do qual, à direita, repousam Nizier Anthelme Philippe e sua família. Breve caminhada, sempre medindo o real sentir, o merecimento, e lembrando aquela advertência quanto a ter "permissão" para estar ali.


Enfim, estávamos de volta, Cathia e eu, e agora na companhia do fruto da nossa união, Valentino Thoth, 5 anos e meio e já participando de momentos de gratidão, respeito e reverência, "hora de conversar com o Papai do Céu". Minutos de silêncio e oração dedicada a agradecer, agradecer e agradecer. Na fase seguinte, me pus a observar em detalhes o estado de conservação do túmulo, as mensagens dos muitos que como eu agradecem, em comparação ao que tinha visto nove anos atrás. Já tinha tomado conhecimento de que a Árvore dos Pedidos, à qual tinha dedicado um artigo, em 2006 (leia aqui), tinha sido removida. Mas, espere... O que vejo? Ela rebrotou! Está de volta e "carregada" de pedidos novamente. Que insistente! Acho que a deceparam rente ao chão porque suas raízes estavam se estendendo para o túmulo vizinho. Mas como ela conseguiu se recobrar de golpe tão rasteiro? Não importa... Flores brotaram ao redor do antigo tronco e seus jovens e vistosos galhos hoje sustentam outros pedidos. Que os seus, Caro Leitor, também possam ser atendidos.

 


Naquela manhã tínhamos ainda 500 km de estrada pela frente, até a Itália, região da Emilia Romagna, para cumprir mais uma etapa da Agenda Expectante'2015: reencontrar os Sacerdotes Mario Grilli e Domenica Nieddu, que havíamos consagrado por ocasião da outra visita à Europa. Mas não podíamos partir sem reeditar o gesto que ficou marcado em minha mente e coração como um dos mais emocionantes de minha história com o querido Thoth. O Patriarca, naquela altura já um nonagenário, acreditava que fisicamente não poderia mais fazer viagem tão longa para visitar em pessoa o túmulo do MEM, a quem dedicou o mais puro e sincero amor e devoção ao longo de seu Ministério. Pois tive o privilégio de ajudá-lo a realizar, ainda que virtualmente, tal desejo. Naquela época, 11 de maio de 2006, pouco depois das 11 da manhã, passei a mão no celular e liguei para Guarapari, já em lágrimas: "Thoth, estou aqui diante do túmulo do MEM". O Patriarca caiu em prantos e respondeu: "Meu filho, que presente você me dá. Sinto em você toda a vibração genuína deste momento que nos une para sempre. Muito obrigado, meu filho! Pode ter certeza de que com este carinho que você me faz estou finalmente aí, onde nunca conseguiria chegar de outra forma nesta encarnação. Que emoção saber que minha voz está ecoando no local onde o MEM governa".


Thoth, antes de mais nada, eu é que sou e serei eternamente grato pela oportunidade que me deu, por ter me aceitado, me acolhido como discípulo, apesar, como disse, de ser quem sou, ou de ter sido quem fui. Ainda tomado pela vibração da lembrança da conversa com o 3º Patriarca, quase uma década atrás, liguei para Ischaïa, a nossa amada 4ª Matriarca, e, sem mais delongas, em voz alta, disse que estava ali novamente, desta vez pedindo ao MEM para que atendesse a todos os pedidos que nossa líder pudesse ter, nos planos material e espiritual da vida. Pedi que Ele, se fosse possível, lançasse seu manto de proteção sobre todos os Expectantes, e que nos orientasse na defesa e participação egregórica, no seio da Igreja da Nova Era, da Nova Raça, a ígnea e verdadeira Igreja Expectante. Assim revivi com Ischaïa aquela emoção. A diferença é que, felizmente, Ischaïa é jovem, forte, tem longo e venturoso matriarcado pela frente e, com certeza, num dia não muito longínquo poderá visitar Lyon e toda a região de onde Ele reinou e reina, como braço direito do Avatar Divino, até a vinda do Senhor Maytreia.









 

 

 

 

© Todos os direitos reservados © Egrégora Expectante - Site Oficial   
igrejaexpectante@igrejaexpectante.org